Sustentabilidade – 4 Maneiras de Ganhar Mercado

Desenvolver novas fatias de mercado, ampliar mercados consumidores já existentes, fidelizar clientes, gerar demanda… essas metas estratégicas sempre figuram nos setores de vendas e marketing das empresas. Seus resultados geralmente orquestram a produção, que por sua vez, movimentam as engrenagens organizacionais.

Sustentabilidade

No entanto, promover a expansão e mesmo manutenção comercial tem se demonstrado uma tarefa cada vez mais desafiadora para as empresas. Em um mercado disputado, onde a globalização expandiu a oferta e aumentou a concorrência em todos os setores, demonstrar diferenciais que vão além do preço e desempenho de um determinado bem de consumo tornou-se obrigatório para se manter competitivo.

Um diferencial é gerenciar e diminuir os encargos ambientais inevitavelmente associados à fabricação de produtos. Com a evolução da gestão ambiental associada ao amadurecimento dos consumidores, hoje, a variável ambiental é valorizada no mercado, e em alguns casos, passando a ser item indispensável à governança corporativa. Por isso, é possível que iniciativas sejam convertidas em ações para a promoção do produto, com reflexos certeiros na abertura de novos mercados, trazendo retorno em termos de crescimento de vendas.

Veja abaixo quatro maneiras de ganhar competitividade através de ações e iniciativas para aplicar estratégias de desenvolvimento sustentável em seus produtos e serviços.

 

Marketing Verde

Ultimamente muito tem se discutido com relação ao marketing verde e o seu papel no mercado consumidor. Apesar de suspeitas que recaem sobre a transparência de algumas organizações e a falta de padronização da divulgação ambiental (como mencionadas nas atitudes de greenwashing) uma coisa é certa: está ocorrendo uma mudança no comportamento dos consumidores.

Marketing verde

Uma recente pesquisa de mercado, realizada com mais de 6000 consumidores do Brasil, Índia, China, Alemanha, EUA e Reino Unido (Rethinking consumption: Consumers and the Future of Sustainability, 2012) indicou que 51% dos brasileiros compram produtos por conta de seus benefícios ambientais e sociais, 60% estão dispostos a pagar mais por produtos sustentáveis e 70% incentivam outros a comprar de empresas que sejam socialmente e ambientalmente responsáveis. Portanto, investir em ações para a promoção da sustentabilidade é atingir este mercado emergente.

Atualmente um dos meios mais transparentes de transmitir informações a respeito do desempenho ambiental de produtos tanto em nível B2B quanto em B2C é através da Avaliação do Ciclo de Vida pelo mecanismo das Declarações Ambientais de Produto ou rótulos ambientais.

Estratégias de grandes empresas que atuam no Brasil, em variados segmentos, demonstram resultados de sucesso em veículos importantes de divulgação como a Revista Exame Sustentabilidade.

 

Rótulos Ambientais

Um rótulo ou um selo ambiental é um elemento visual associado ao bem de consumo, muitas vezes na própria embalagem. Veja 5 exemplos de selos ambientais pelo mundo. Ele é uma garantia de que determinado produto seguiu critérios e atingiu exigências de qualidade, de segurança e desempenho ambiental.

Por conta da importância pela busca da produção e consumo sustentáveis, diversas políticas governamentais têm estimulado a obtenção e promoção de rótulos, sugerindo subsídios e vantagens comerciais para tais. Esta realidade já pode ser notada no mercado europeu, regido por políticas como o Integrated Product Policy e o Sustainable Production and Consumption Policy, e muito em breve no mercado brasileiro, com o lançamento da Política Nacional de Produção e Consumo Sustentável.

A abertura de mercado promovida pela associação de um rótulo ambiental a um produto é evidente em experiências recentes e em incentivos em âmbito do governo federal, como é o caso das Compras Públicas Sustentáveis.

No Brasil, atualmente a Fundação Vanzolini oferece o RGMat, rótulo voltado a produtos da construção civil que exige a Avaliação do Ciclo de Vida como um dos requisitos. Em paralelo o INMETRO está desenvolvendo o programa nacional de rotulagem vislumbrando atender uma gama maior de produtos.

 

Compras Públicas Sustentáveis

Compras sustentáveisO setor público é responsável por movimentar uma fatia bastante considerável do PIB brasileiro, variando de 10% a 15% todos os anos. Recentemente o governo federal lançou o Programa de Compras Públicas Sustentáveis (CPS).

Entendendo que uma das oportunidades mais significativas para a implementação de medidas de defesa ao meio ambiente é justamente através das licitações e contratações públicas, o governo passa a priorizar produtos, serviços e obras de menor impacto ambiental, que consigam demonstrar um melhor desempenho ambiental ao longo de seu ciclo de vida, com função, qualidade e nível de satisfação, pelo menos equivalente ao concorrente.

Segundo estatísticas do governo federal, de 2010 até o março de 2012, foram realizadas 1490 licitações utilizando itens classificados como sustentáveis, representando pouco mais de trinta e quatro milhões de reais em compras públicas e um crescimento de 80% no período.

Em âmbito estadual, São Paulo e Minas Gerais já desenvolveram legislações e guias específicos para a instituição das CPS (Decreto Estadual). A tendência é que os demais estados e municípios sigam esta direção e que cada vez mais as licitações sejam vencidas por produtos com menores impactos associados.

 

Subsídios e Incentivos

No âmbito legislativo, para atender aos compromissos voluntários assumidos e cumprimento das metas de redução de emissões e impactos, o governo brasileiro lançou o Plano Nacional de Produção e Consumo Sustentável, que regerá a Política Nacional de Produção e Consumo Sustentável (Projeto de Lei 3899 de 2012). O documento é considerado um marco estruturante das ações de governo, do setor produtivo e da sociedade, direcionando o Brasil para padrões mais sustentáveis tanto de produção como de consumo.

O projeto de lei abrange tanto o incentivo e promoção das Compras Públicas Sustentáveis, educação para o consumo sustentável da população brasileira, a adoção do selo ambiental, além de sinalizar incentivos tributários e creditícios para produtos e organizações que alcançarem nível desejado de sustentabilidade nos moldes da política.

Com este subsídio, indústrias poderão tornar seus produtos mais competitivos no mercado, obter retorno em curto prazo sobre o investimento destinado para tornar seu produto mais sustentável ou mesmo ampliar a sua margem de lucro pela isenção deste imposto.

 

Os quatro caminhos apresentados no post podem ser realizados simultaneamente para a economia de recursos humanos e econômicos e ampliação de mercado. Analisando o ciclo de vida e melhorando a performance de um produto, uma organização pode gerar subsídios para alcançar as exigências para a aquisição de rótulos ambientais ao passo que estará habilitada para participar das Compras Públicas Sustentáveis. Paralelamente estará divulgando a sustentabilidade de suas ações e vinculando a informação nos níveis B2C e B2B para seus produtos, atingindo este novo consumidor e se antecipando às tendências das políticas ambientais.

A EnCiclo presta consultoria na área de sustentabilidade de produtos, através da abordagem do ciclo de vida. Para maiores informações sobre como podemos ajudar sua empresa em ganhar mercado através de ações que busquem o desenvolvimento sustentável, entre em contato conosco através do e-mail contato@enciclo.com.br ou fale com um de nossos consultores.


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